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Foto: Rafael Kent/Divulgação

O terceiro verso da música “Amor em Construção”, de Vivendo do Ócio, representa bem a banda que se diz desapegada de um só estilo musical, mas é uma das principais representantes do indie rock brasileiro. A canção faz parte do terceiro álbum do grupo, “Selva Mundo”, o primeiro realizado através de financiamento coletivo e que ultrapassou as expectativas de arrecadação.

Foto: Rafael Kent/Divulgação

Foto: Rafael Kent/Divulgação

Os baianos Jajá Cardoso, Dieguito Reis, Luca e Davide Bori, se intitulam mais que uma banda, são uma família. Uma família que se mudou para São Paulo após vencer o concurso Gas Sound em 2008 e, um ano depois, lançou  seu primeiro disco chamado “Nem sempre tão normal”, até hoje lembrado pelo hit “Fora, Mônica!”. Desde então eles vêm fazendo sucesso com um rock divertido que fala sobre saudade de casa, adaptação a uma nova realidade, até críticas aos problemas da sociedade brasileira. O segundo álbum, “O Pensamento é um Imã”, trouxe maturidade a banda que com “Nostalgia” e “Silas” conseguiram milhares de acessos no YouTube, em 2012.

Foto: Snapic Fotografias

Foto: Snapic Fotografias

“Selva Mundo”, segundo os próprios músicos, marca o início de uma nova etapa para a banda. As composições também foram feitas coletivamente, o que fez o público se envolver ainda mais com o resultado, criando a expectativa essencial para um disco de sucesso. Entre elas, “Carranca”, minha preferida do álbum, que com poucas estrofes, traz uma mensagem poderosa:

[blockquote pull=”” align=”left” attributed_to=”” attributed_to_url=”{{attributed_to_url}}”]Descubra o que você ama e se entregue sem temor
Tudo vai te matar, melhor morrer de amor[/blockquote]

Mesmo ainda mantendo a leveza característica da música deles, esse e muitos outros trechos nos fazem perceber como Vivendo do Ócio amadureceu desde 2009. As primeiras músicas traziam muito a jovialidade dos quatro integrantes, a exemplo do trecho de “Rock Pub Baby”:

[blockquote pull=”” align=”left” attributed_to=”” attributed_to_url=”{{attributed_to_url}}”]Imagine se as paredes do pub pudessem falar
Prefiro nem comentar...[/blockquote]

Tendo em mente que a estrada é longa para percorrer e com influências de The Strokes, Beatles e Arctic Monkeys até Emicida, Arnaldo Antunes e BaianaSystem, os quatro baianos vêm dando o recado que nem só de axé vive Salvador e, que ainda há muito bom e velho rock para se fazer.