Na última quinta-feira, 26, a banda The Strokes anunciou o seu novo EP, Future Present Past, com três músicas inéditas. As faixas: “Drag Queen”, “Oblivius” e “Threat of Joy”, estão disponíveis para serem ouvidas na página da gravadora Cult Records. O EP será lançado oficialmente em junho, e marca a volta da banda, que desde 2013 não disponibilizava material novo para os fãs.

Present Future Past é o décimo trabalho da banda. Clique na imagem para ouvi-lo.

Present Future Past é o décimo trabalho da banda. Clique aqui para ouvi-lo.

Após duras críticas ao álbum Comedown Machine, em que se dizia que o quinteto se afastou (e muito) da proposta do rock apresentado há mais de dez anos, com o lançamento de Is This It (e não de um jeito admirável), a primeira impressão que se tem, ao ouvirmos o EP, é que a banda resgatou o estilo dos primeiros álbuns, já que as faixas se assemelham muito a “Under Control” do que a “One Way Trigger”, lançada no último disco.

Sobre The Strokes

Is This It foi lançado em 2001, com 11 faixas que agradavelmente lembravam o pós-punk mixado que era feito nas garagens nova-iorquinas. O álbum foi apontado como a “salvação do rock”, enquanto muitos diziam que o grupo só faria sucesso por causa da posição que os familiares dos integrantes ocupavam na época. Vindo de famílias ricas ou não, ‘Os Strokes’ mostraram que sabiam fazer rock sim e usavam suas jaquetas de couro como roqueiros autênticos.

Foto: Site da banda

Foto: Site da banda

Dois anos depois veio o Room on fire, em meio a pressão de corresponder ao sucesso do disco anterior. E não fez feio não! Apresentou 33 minutos de rock “direto ao ponto”. Depois vieram First Impressions of Earth – com os hits mais conhecidos como “You Only Live Once” e “Juicebok” – Angles e Comedown Machine, respectivamente.

Muitos críticos disseram que o motivo da derrapagem na qualidade das músicas dos Strokes, com o lançamento dos dois últimos álbuns, reflete os bastidores da banda, que estava envolvida em discussões internas e afastamento entre os músicos. Com o novo EP, espera-se que o grupo esteja se reestruturando para mostrar ao público um pouco mais do rock impactante de 2001, e que volte a fazer sucesso.

Amyrane Alves
Sobre o autor

Paraibana estudante de jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, apaixonada por palavras e de coração dançante pelo rock’n’roll. Lê de gibis a livros do Stephen King. Ama um indie rock, mas se tocar forró antigo, ela canta todas.

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Um comentário
 
  1. Paulo Cesar 27 de maio de 2016 at 23:48 Responder

    Acho que o som da banda assimilou, pro bem e pro mal, um pouco do que alguns integrantes fizeram nos últimos anos, principalmente do Jules. Mesmo assim, tem muito mais a ver com o The Strokes do começo do que Comedown Machine, que, embora legal, na minha opinião, parecia um disco só do Casablancas (exceto por All the time). Tz por isso, curti mais OBLIVIUS. Espero que role um álbum, algumas canções que não lembrem o horror de Tirany e, sim, incorporem um pouco de Momentary Masters…

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