Este ano, o Segue o Som teve a oportunidade de fazer parte da cobertura da terceira edição do Campus Festival, que acontece na cidade de João Pessoa. Atrações musicais, locais e já consagradas, como Seu Pereira e o Coletivo 401, Dois Africanos, Otto e Nando Reis fizeram parte da programação do último sábado, dia 20. A atual edição do Campus Festival contou com uma excelente estrutura, tendo em vista as edições anteriores do evento.

Seu Pereira e Coletivo 401

Foto: Laís Suassuna

Já passavam das cinco horas da tarde quando Seu Pereira junto com o seu Coletivo 401 subiram ao palco principal do Espaço Cultural José Lins do Rêgo. A banda que tem mais de cinco anos de existência e dois discos gravados e tem o samba rock e o baião ‘nervoso’ como identidade, fez um passeio com as músicas do seu primeiro álbum, o qual leva o mesmo nome da banda, além de outras que farão parte do próximo que será lançado no ano que vem.

Quem esteve presente no show, teve a oportunidade de ouvir músicas como “No mato”, “Papai e mamãe”, “Menina ET” e “Já era” – sucessos do primeiro disco – com novos arranjos bem trabalhados, afirmando o potencial musical do grupo.

Dois Africanos

dois africanos

Foto: Augusto Pessoa

A segunda atração do dia foi a banda Dois Africanos. O grupo, comandado pelos cantores Opai Bigbig e Izy Mistura, apresentou o seu repertório com excelência contendo nele sucessos como “Olhos Coloridos” e “Carolina”, além dos hits autorais como “Tá calor” e “Eu sou de lá”.

Além da mistura de ritmos como o pop, hip hop e o rap, o grupo insere em suas músicas assuntos relativos ao racismo, a vida do jovem negro imigrante e a África. Exemplo disso é a música “Todos humanos”, na qual a letra prega a interminável luta contra o preconceito racial e a igualdade. Isso é um grande diferencial da banda, além do carisma de Opai e Izy com o público.

Otto eletrizante

otto

Foto: Augusto Pessoa

O cantor pernambucano Otto dispensou comentários da sua performance no palco. A terceira atração do sábado de shows do Campus Festival fez um show completo, que vai além dos aspectos musicais presentes em seus trabalhos, como o maracatu, mas cultural, poético e regional.

O músico interpretou músicas de seus trabalhos antigos como “Por que”, “Quem Sabe Deus” e “O Celular de Naná”. Sucessos recentes como a superprodução “Crua”, e “Dia Claro” foram reproduzidas durante o show. O ex-percussionista da Nação Zumbi revelou o seu carinho pela cidade de João Pessoa ao dizer que se sentia em casa e que estava bastante feliz de voltar a João Pessoa.

Nando Reis

Foto: Augusto Pessoa

O encerramento ficou por conta de Nando Reis que junto com a sua excelente banda Os Infernais, fizeram um belo show. Cantor e banda voltam em menos de um ano à capital paraibana com a turnê ‘Sei como foi em BH’. No setlist, músicas de sucesso como “Sou Dela”, “Segundo Sol”, “All Star”, “De Janeiro a Janeiro” e “Do Seu Lado”, com a massiva participação do público.

O que chama a atenção na apresentação é a sua estrutura como ela é composta, pois conta com um cenário admirável – levando em conta a iluminação, com um jogo de luzes sereno em conjunto com as canções, e o mapa de palco, com os músicos bem distribuídos -, tornando o show plasticamente bonito e íntimo. Além disso, é perceptível também que não existe só a figura do Nando no palco, mas todos os componentes que fazem com que o show aconteça, ou seja, o conjunto.