Três anos atrás, a Annenberg Inclusion Initiative, associada a escola Annenberg de Comunicação e Jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia, mostrou que menos de 28% das protagonistas em filmes de Hollywood eram mulheres e apenas 4% eram diretoras desses filmes.

Um novo estudo dedicado à indústria da música pop, mostrou que o cenário é ainda pior. Foram analisadas 600 músicas entre 2012 e 2017 da lista de Hot 100 chart da Billboard, que mostra as 100 músicas mais influentes do ano. O estudo mostra que em 2017, 83,2% dos artistas eram homens e apenas 16,8% mulheres.

Em relação às composições, em 2017 apenas 12% foram creditadas mulheres. O estudo ainda mostra que de 651 produtores, 98% eram homens e apenas 2% eram mulheres. Um total de 899 indivíduos foram indicados ao Grammy entre 2012 e 2017. 90,7% eram homens e 9,3% mulheres.

De frente com a Billboard

Em entrevista à Billboard, Stacy disse estar surpresa com os números, principalmente pela queda em 2017 em todas as categorias pesquisadas. “As pessoas podem achar que as mulheres estão crescendo na música, mas os números mostram uma forma particular de pensar. Descobrimos que apenas 12% dos compositores são mulheres. Também analisamos a contribuição de uma única pessoa em um recorte de 600 músicas e percebemos que apenas nove compositores homens são responsáveis por 1/5 de todas essas músicas. Isso foi surpreendente para mim. Por que nove homens estão ditando as regras sobre o consumo cultural? Por que apenas suas ideias sobre cultura, relacionamentos e experiências são transmitidas nessas músicas?”, questionou.

No Grammy Awards 2018, principal premiação da música nos Estados Unidos, os artistas que lideram a lista de indicações são de homens.  Jay Z com oito indicações, Kendrick Lamar com sete e Bruno Mars com seis.