Um álbum autointitulado geralmente significa uma produção mais pessoal do que de costume. Se esse álbum é neste caso um debut, a expectativa é ainda maior. Na última sexta-feira (12), a dona de um dos maiores hits de 2017, Camila Cabello, lançou seu primeiro álbum solo. A americana está em carreira solo desde o fim de 2016, quando decidiu se desligar da girlband Fifth Harmony. Na época, Camila já figurava no topo dos charts com a música “Bad Things”, colaboração com o rapper Machine Gun Kelly.

Porém sua carreira solo começou com o pé esquerdo. “Crying in the Club”, primeiro single solo, foi uma balde de água fria. A música, composta por Sia, foi comparada a outras músicas como “Shape Of You” e “Cheap Thrills” e teve sucesso moderado nos charts.

O álbum sofreu, que já tinha data de lançamento certa, sofreu com adiamentos e mudanças ocorreram na sua produção. Após disponibilizar algumas músicas, Havana foi lançada no dia 3 de agosto do ano passado e logo se tornou um hit. Era tudo que Camila precisava para renovação da expectativa do público em relação ao álbum.

 

O Camila é um álbum curto, com 11 músicas na tracklist e duração de 39 min. Uma das coisas que chama atenção no álbum é ouvir como a Camila soa explorando seu lado latino (ela é descendente de cubanos) como em “She Loves Control” e “Havana”. A canção que abre o álbum, “Never be the same”, é uma produção pop que conta com um pouco de R&B em seus versos. A música foi escolhida como segundo single e dará continuidade a divulgação do álbum.

No álbum também não poderiam faltar as baladinhas (músicas lentas). Em Something’s Gotta Give” ela canta sobre um relacionamento não recíproco: “Algo tem que ceder, algo tem que quebrar/ Mas tudo que eu faço é dar, e tudo que você faz é tomar”. Ainda falando sobre relacionamento, em “All These Years” a americana nos fala de um sentimento que estava guardado a anos e voltou à tona. Já em “Real Friends”, ela conta de decepções que passou com algumas amizades.

O álbum não é impecável, algumas músicas não despertam aquele desejo de ouvir no repeat, como “Consequences” e “Inside Out”. Outras como “In the Dark” e “Into It” são medianas. Mesmo assim, o Camila soa como um álbum coeso e cumpre o papel de debut: ser uma mostra do que podemos esperar da Camila Cabello.  Sendo bem trabalhado, é um álbum que pode ainda render alguns hits à americana.

Destaques: Never Be The Same, She Loves Control, Something’ Gotta Give.

Nota: 3/5 estrelas

Ouça o álbum no Spotify: